E nossa história…

Publicado: novembro 16, 2010 em LINHAS TORTAS

Bom dia,

O blog novamente as traças, que tal um novo post?

Alguns novos posts!

Vou tentar contar uma história para vocês, a primeira parte vocês poderão ler agora. Semana que vem a segunda e assim sucessivamente.  Pode parecer confuso, mas com o tempo vocês vão entender.

Para a história toda não há nome, podem sugerir. As partes tem nomes.

Vamos ao que interessa!

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Parte1 – Consertos

Havia chegado em casa mais cedo para tentar pensar nas razões que me abraçaram. Procurei na velha escrivania no canto da sala alguns papéis que tinham em cada linha palavras se organizando como facas. Lembro que quando terminei de escrever nos papéis “procurados” ter vontade de matar..

 Ela olhou para qualquer lugar além das velhas casas à frente do muro que encostava esperando o ônibus passar. Viu que além existia apenas o que sua imaginação podia querer, mas naquele momento não queria nada. Muros cinzas, pinchados, uma senhora no portão olhando a vida como se a televisão fosse a rua. Há mais ou menos cinco anos ela resolveu sair de um interior qualquer com seus dois irmãos mais novos, ela com 21 e eles com 17 e 19 anos, fugiam do futuro certo que teriam em sua pequena cidade. Sonhavam e assim queriam tentar, sonhos…

 Depois de algumas horas o dia começava a escurecer, a bateria do celular estava quase acabando . Escutando música no celular enquanto sentado em um banco de praça, apenas observando e sendo observado. Antes que pudesse cantar o verso tão esperado da música que tocava, alguém ligou, a música parou para o celular tocar, a bateria acabou para que ele não pudesse atender. Ele não quis saber quem era, celular no lixo e até logo…

 Quando algumas pessoas resolvem transpor limites a história do homem se reinventa, todos nós em algum momento iremos fazer isso. Todos nós, inclusive eu. Meus 25 anos em breve 26 não me fazem querer voltar para os 15 e ter qualquer preocupação com as rugas que já se desenham (droga de cidade, trabalho e …)

 Eu passei um tempo viajando duas vezes ao mesmo tempo. Você me entende? Deixa de ser careta e aceite, pois uma hora ou outra não vai ferrar sua vida, vai te dar respostas. Mas, sabe, o problema é que até o fim das duas viagens duplas eu não tinha perguntas, foram respostas vazias e agora eu tô cheio de perguntas. Não consigo achar os papéis. Droga, eu tô cheio de…

 Ela disse que iria mas não para onde ia, apenas avisou os dois irmãos para que não deixassem a casa bagunçada. Juntou tudo em uma mala, uma mochila e uma bolsa. Passou pelo corredor e saiu pela porta, olhou para a casa, para os dois irmãos bebendo lágrimas e olhou para a janela da sala.

Desde que chegaram a casa aquela janela precisava de conserto, pois não abria. Haviam se passado bons e ruins anos, a janela continuou esquecida precisando de conserto. Ela lembrou de se consertar antes, acenou de costas para os irmão enquanto saía pelo portão.

 No final da faculdade ele lembrava que que havia consertado algumas coisas com seus amigos, pais e “próximos” antes de viajar por alguns meses, então passaram se dois anos e era preciso uma revisão, manutenção, um novo conserto. Era, ele já estava de saída com algumas poucas coisas na mala. Até hoje, sem conserto.

Terminando com (ar)

Publicado: agosto 7, 2010 em LINHAS TORTAS

As vezes ninguém quer falar,
Fica fácil não pensar mais no que deixamos.
E assim baseamos os dias,
Pertos de ninguém,
certos que alguém ainda chega.

As vezes ninguém quer chorar,
E fica estranho o fim ou qualquer coisa que seja.
Perdidos com os rumos,
Restos de quaisquer coisas,
Coisas que não mais teremos em nossas lembranças.

Fica estranho ser estranho quando todos já não acham tão bacana as canções.

Eu sei que tudo passou, mas ainda presenciamos uma fagulha do que fomos,

O livro lembrado com o caminho esquecido, os dias vividos em horas tão dormidas.

As vezes todos querem ligar, e não há linhas.
Chamadas ocupadas, convites não dados.
Nenhum contato.

É assim ninguém quer falar,

chorar,

lembrar,

viver,

dormir,

ficar…

em algum momento resolvemos mudar, todos resolveram deixar…

Na sombra que sobrou no caminho a certeza que eu por ali passei.

Voltando!

Publicado: agosto 2, 2010 em LINHAS TORTAS

O céu depois da Chuva...

Idéias, sentimentos e meios ligados as estas palavras seguem … e assim a transmissão volta!

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CANTOU ME CARTOLA

 Corre para janela,

Assista ao que eles fazem…

Espere os dias certos, para dizer que saudade é momento.

Desenhe na calçada o que não pode ser dito,

Leia nos postes o que imagina dela…

 

Vicie na cor,

E de cor lembre da cidade e que avenida passa ela.

“Corra e olhe o céu

Que o sol vem trazer

Bom dia…”

Cantou me cartola, em meu silêncio de ouvinte

 

Corre para a porta,

Apenas depois que eles sumirem…

Guarde os sonhos bons para esquecer a saudade.

Lembre de viver as palavras bonitas,

E arrisque os saltos de qualquer lugar…

 

Esqueça a dor,

É de dor a cidade se firma e nos becos que ela não passa.

“O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo

E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

( a alvorada )”

Cantou me mais uma vez cartola, em meu momento de sei lá…

 

Respire,

Se vire.

Corra,

não espere…

O revés não acontece apenas para as quedas, mas também

Para olhar pela janela e dizer o que não pode ser dito enquanto eles ainda estão na porta.

Que o sol vem trazer, tingindo, sorrindo, tingindo…

 

Escute Cartola!