Arquivos Mensais:agosto 2010

Terminando com (ar)

Terminando com (ar)

As vezes ninguém quer falar,
Fica fácil não pensar mais no que deixamos.
E assim baseamos os dias,
Pertos de ninguém,
certos que alguém ainda chega.

As vezes ninguém quer chorar,
E fica estranho o fim ou qualquer coisa que seja.
Perdidos com os rumos,
Restos de quaisquer coisas,
Coisas que não mais teremos em nossas lembranças.

Fica estranho ser estranho quando todos já não acham tão bacana as canções.

Eu sei que tudo passou, mas ainda presenciamos uma fagulha do que fomos,

O livro lembrado com o caminho esquecido, os dias vividos em horas tão dormidas.

As vezes todos querem ligar, e não há linhas.
Chamadas ocupadas, convites não dados.
Nenhum contato.

É assim ninguém quer falar,

chorar,

lembrar,

viver,

dormir,

ficar…

em algum momento resolvemos mudar, todos resolveram deixar…

Na sombra que sobrou no caminho a certeza que eu por ali passei.

Voltando!

Voltando!

O céu depois da Chuva...

Idéias, sentimentos e meios ligados as estas palavras seguem … e assim a transmissão volta!

—————————————————————————————————————————-

CANTOU ME CARTOLA

 Corre para janela,

Assista ao que eles fazem…

Espere os dias certos, para dizer que saudade é momento.

Desenhe na calçada o que não pode ser dito,

Leia nos postes o que imagina dela…

 

Vicie na cor,

E de cor lembre da cidade e que avenida passa ela.

“Corra e olhe o céu

Que o sol vem trazer

Bom dia…”

Cantou me cartola, em meu silêncio de ouvinte

 

Corre para a porta,

Apenas depois que eles sumirem…

Guarde os sonhos bons para esquecer a saudade.

Lembre de viver as palavras bonitas,

E arrisque os saltos de qualquer lugar…

 

Esqueça a dor,

É de dor a cidade se firma e nos becos que ela não passa.

“O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo

E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

( a alvorada )”

Cantou me mais uma vez cartola, em meu momento de sei lá…

 

Respire,

Se vire.

Corra,

não espere…

O revés não acontece apenas para as quedas, mas também

Para olhar pela janela e dizer o que não pode ser dito enquanto eles ainda estão na porta.

Que o sol vem trazer, tingindo, sorrindo, tingindo…

 

Escute Cartola!