Terminando com (ar)

Publicado: agosto 7, 2010 em LINHAS TORTAS

As vezes ninguém quer falar,
Fica fácil não pensar mais no que deixamos.
E assim baseamos os dias,
Pertos de ninguém,
certos que alguém ainda chega.

As vezes ninguém quer chorar,
E fica estranho o fim ou qualquer coisa que seja.
Perdidos com os rumos,
Restos de quaisquer coisas,
Coisas que não mais teremos em nossas lembranças.

Fica estranho ser estranho quando todos já não acham tão bacana as canções.

Eu sei que tudo passou, mas ainda presenciamos uma fagulha do que fomos,

O livro lembrado com o caminho esquecido, os dias vividos em horas tão dormidas.

As vezes todos querem ligar, e não há linhas.
Chamadas ocupadas, convites não dados.
Nenhum contato.

É assim ninguém quer falar,

chorar,

lembrar,

viver,

dormir,

ficar…

em algum momento resolvemos mudar, todos resolveram deixar…

Na sombra que sobrou no caminho a certeza que eu por ali passei.

Comentários
  1. clodomiro Ferreira de souza filho disse:

    Depois de muitos anos procurando um sentido para as coisas do nosso cotidiano , família, amigos reuniões sociais , vemos que isso tudo é so um estagio da vida e que tudo pode mudar como o rumo dos rios, sobrando apenas nossas lembranças passadas e assim devemos continuar na longa estrada de nossas vidas a caminhar sozinhos sem esperar companhia , compreensão ou preocupação com nos mesmos.

    Ass: Clodomiro Ferreira de souza filho

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